Cobertura para o plantio

Olá!
Vou mostrar hoje uma forma de cobertura para os canteiros, a que utilizo na minha horta.

O que usar:
Nos estudos de permacultura, na hora do plantio, sempre aparece a tal cobertura morta. A ideia é cobrir o canteiro, preferencialmente com matéria vegetal que foi tirada de algum lugar próximo (para evitar gasto de energia desnecessário). Vale usar folhas que foram tiradas na poda, grama cortada, e também há quem use jornais (que serão logo degradados também, por serem de celulose, um polímero vegetal), e também lonas de plástico. Pra fazer essa escolha depende do objetivo, e do quanto de trabalho e/ou dinheiro se pretende dispender.
Matéria vegetal normalmente sobra de algum lugar do terreno, é questão de observar. Na minha casa há muitas bananeiras, e eu descobri que posso tirar as folhas mais velhas e as que estão começando a deteriorar. Os canteiros ficam cobertos e a bananeira, mais “limpa”, fica livre de fungos e evita o alojamento de bichos como cobras. Essa é a minha opção.
Tentei fazer cobertura já com jornais, até aparece ali em uma foto, mas não deu muito certo. Primeiro, não tenho produção de jornal aqui em casa, estava “importando” de gente que tinha assinatura. Não faz sentido eu como permacultora fazer isso. E nem deu certo. A ideia com os jornais é molhá-los e ir colocando eles em camadas sobre o solo, pra fazer essa barreira. Bem, fiz isso certinho, coloquei ainda várias pedras e pedaços de madeira por cima, pra evitar que voassem depois de secos, mas mesmo assim voaram. E pior, o lagarto que mora por ali gostou de brincar de andar por baixo dos jornais e desarrumar tudo. Não rolou. Preferi a folha de bananeira mesmo.
A lona de plástico, aquela preta, vejo muito em plantações de morango, por exemplo, principalmente as não orgânicas. Impede o matinho de crescer, evita que a terra preparada seja perdida, deixa mais úmido, ok. Mas não tem valores nutricionais pras plantas, e acho que deve esquentar muito a terra. Fora que depois aquela montoeira de plástico vira lixo. Bom, acho que não é viável.

Por que fazer:

Cobrir o solo do plantio tem muitas vantagens. A primeira delas é inibir o crescimento de outras espécies em volta, aqueles matinhos que aparecem curtindo a vibe da terrinha preparada. Uma cobertura morta vai abafar esses brotos potenciais, e mesmo as sementes dos matinhos já não irão vingar com tanta força. Não que o mato seja tão ruim assim, até é bom ter um pouco, mas se for demais pode abafar a planta que a gente plantou, e rouba os nutrientes dela.
Outra vantagem é manter a umidade do solo. A cobertura impede que um pouco da água de orvalho seja evaporada, e também a própria água de chuva. O solo fica mais fresquinho, por causa da umidade e pela a sombra formada. Em tempos de muita chuva ocorre o contrário, a cobertura protege o solo da absorção de água em excesso, e evita que essa água arraste os nutrientes do solo.
E mais uma vantagem, pra quando a cobertura usada é vegetal: em alguns meses ela se decompõe, e temos uma espécie de compostagem diretamente no canteiro. Não é ótimo?

Como eu faço:

Desde que comecei a minha horta uso esse tipo de cobertura. Às vezes uso restos de poda, chás que secaram mas passaram da época de uso, mas o maior volume é de folhas de bananeira. Vou mostrar a preparação de um canteiro que fiz essa semana.
Há uns dois meses eu venho preparando esse espaço. Depois de determinar o lugar com os tijolos, cavei um pouco o fundo, só pra tornar mais permeável essa primeira camada, que é de terra vermelha muito argilosa. Aí, como não tinha uma quantidade grande de terra mais bem preparada, com mais nutrientes, algo assim, resolvi fazer uma experiência arriscada: usei a terra que estava em um monte de mato. É, um monte formado por resíduos de capina, que não tinha utilidade até agora. Cheio de mato, e com um banco de sementes de mato incrível. Por que fiz isso? Pra testar se a cobertura funciona bem mesmo ( um teste modo hard, porque venho usando ela em testes normais há meses com ótimos resultados), tentar dar um destino pra esse mato e aproveitar os nutrientes dessa terrinha que sobra, que são ótimos!
Bom, fui enchendo o canteiro com essa terra+mato, e cobri com uma lona que já tinha lá. Deixei assim por cerca de um mês. A ideia foi compostar o mato que havia lá, e com o abafamento promovido pela lona nesses dias de verão escaldante, tentar diminuir a atividade das sementes desses matos.

P1130320

Depois desse tempo, a terra ficou assim:

P1130352Os jornais ali ao fundo são daquela experiência que eu comecei a fazer e não deu muito certo.
Isso feito, o negócio é colocar as folhas de bananeira. Com o tempo percebi que é legal botar várias camadas, pra forrar bem. Eu coloco umas seis. Nas primeiras uso as folhas mais picadas, corto elas em uns 5 pedaços com o facão. Isso deixa elas mais acomodadas na terra e torna elas biodisponíveis mais rápido, isso é, logo elas já vão ser adubo pras plantinhas. Mas se eu fizer isso com todas as folhas, terei que repor muito rápido a cobertura, então nas camadas de cima eu uso as folhas inteiras, que têm as fibras longas e demoram bem mais pra se decompor.
Aqui outro teste. Vi uma vez um pessoal fazendo furos num tronco de bananeira e usando como sementeira, já que ela mantém legal a umidade. Como nesse dia tínhamos tirado um cacho de banana, e teríamos que cortar esse tronco, resolvi trazê-lo pro canteiro e testar aquela técnica.

P1130372E esse é o resultado do canteiro. Como trabalho na horta só aos fins de semana, e já estava escurecendo quando acabei essa parte, o plantio ficou para outro fim de semana. Depois volto pra mostrar isso.Mas é empolgante, não?
Como eu gosto disso!

Aqui um exemplo de como ficam as plantinhas no meio dessa cobertura:

P1130323

Algumas recomendações:

Esse ambiente que a gente cria com a cobertura, que é úmido e sombreado, é bem atrativo para bichinhos como formigas e aranhas. Então quando for mexer nessas coisas, principalmente depois de uns dias, é bom estar bem atento e usar luvas.

Outra coisa, cobrir diretamente com algum mato que se tenha em excesso pode parecer uma ideia boa, mas pode ser bem ruim. Principalmente se ele tiver raízes ou flores/sementes. A gente cria uma infestação de inço que será difícil conter.

Espero que tenham gostado da ideia =)

Ah, se alguém tiver dicas de como usar os jornais, quiser dividir experiências, trocar informações, comente aqui!
Beijos.
Há braços.

Anúncios

Como fiz um minhocário

Primeiramente, acho que falta um pouco de atualização aqui.
Sobre o terreno: ainda não achamos um pedaço de terra para chamar de nosso. Mas continuamos na busca. Algumas épocas estamos mais empolgados, outras mais de vagar. Mas o sonho parece cada vez não só mais real, mas a única alternativa viável pra podermos viver bem. A busca continua e agora estamos numa fase bem empolgada de procuras.
Sobre permacultura: estou cada vez mais envolvida com ela. Ano passado fiz o PDC, que é a formação em permacultura. Foi um curso maravilhoso, do qual eu vou falar mais aqui em algum momento. Mas digo que ele me deixou ainda mais confiante de que esse é o caminho. Além da formação, estou trabalhando no núcleo de Permacultura da UFSC, que foi o responsável por esse curso que eu fiz. E agora estamos produzindo um curso de Permacultura on-line, EaD. Tô feliz da vida.
image
Ok, agora vou ao assunto do post. Minhocário.
A casa dos meus pais fica em São Pedro de Alcântara, SC. E apesar de ser um terreno urbano, é grandinho, tem cerca de 3.000 metros quadrados. Estamos tentando reativar a horta daqui.
Pra isso, a ideia de termos um minhocário é bem boa. O húmus de minhoca é um composto muito forte, e ajuda demais no crescimento e fortalecimento das plantas.
Ano passado eu ganhei umas minhocas e fiz um minhocário provisório em uma caixa plástica com uma telha por cima. Resultado: minhas minhocas viraram comida de gavião. Sim, todas.
Aí resolvi que antes de ter minhocas eu deveria ter um minhocário de verdade.
Certo, levei um ano pra tomar coragem, e a fabricação foi feita em duas horas. Só um pouquinho de enrolação de minha parte.

A fabricação dele é extremamente simples. Mas atendendo a pedidos, aí está.
O que precisa:
3 ou 4 baldes com tampa.
Furadeira – ou um prego grande e fogo.
Serrinha que corte plástico.

Os baldes:

image

Esses de margarina são ideais. Têm um bom tamanho, tampas que fecham bem, e são empilháveis. Procure em restaurantes, padarias, enfim, lugares que usam muita margarina. =p

Furação:

image

Fure o fundo de 3 baldes. Os furos devem ser grandes o suficiente para que as minhocas passem através deles, e em quantidade grande também, para que o líquido possa escorrer por eles. Fiz esses furos com furadeira, usando uma broca fininha e depois alargando os furos com uma broca maior.
Se não tiver furadeira, um prego aquecido no fogo deve funcionar. Cuidado com queimaduras! É bom usar um alicate pra segurar o prego quente.

Corte das tampas:

image

Três das tampas devem ser cortadas no centro.
A função dessas tampas é só permitir o empilhamento dos baldes, elas devem ter o buraco pra permitir o movimento dos líquidos e das minhocas.
Alguns modelos que vi cortavam muito mais o miolo da tampa, deixando só uma bainha estreita para apoiar o balde de cima. Eu preferi fazer assim pra que fique mais firme, e por enquanto está dando certo. Fiz alguns furos com a furadeira e cortei com uma serrinha de um furo ao outro. Sim, ficou bem feio, mas não vai aparecer.

E está pronto!

Agora é botar pra funcionar.
Aí ficou assim:

image

Na pilha de baldes, de cima pra baixo:
– Tampa inteira.
– Balde furado.
– Tampa cortada.
– Balde furado.
– Tampa cortada.
– Balde inteiro.
E o balde ao lado entra também no meio da pilha. Balde furado e tampa cortada.
Eu tive a brilhante ideia de manter um dos baldes furados com uma tampa inteira por perto da cozinha, pra já ir colocando as cascas lá, e poupar um pouco de trabalho. É aquele balde separado, da direita da foto. Errr… não deu certo. Depois de uns dois dias o líquido dos vegetais começa a se soltar e faz muita sujeira, além de que a gente perde esse líquido, que é muito rico pra botar na horta. Achei que seria mais rápido para enche-lo de lixo orgânico, já que a gente come muita fruta e legume, e acaba produzindo bastante resíduo, mas o balde é muito grande e demoramos mais de 10 dias pra enche-lo.
Então cortei a tampa desse balde e o minhocário que teria 3 baldes e mais um de apoio, ficou com 4 baldes ^^
Por um lado é bom, porque o composto demora de 2 a 4 meses pra ficar pronto para o uso, e se enchêssemos os baldes muito  rápido ficaríamos muito tempo sem baldes disponíveis pra o processo.

Aí funciona assim: no primeiro balde com furos, a gente coloca uns 10cm de terra, as minhocas e, opcionalmente, uns 3 a 5 cm de esterco animal.  E preenche com os orgânicos até o topo. Deixe bem cheio mesmo. Esse balde vai em cima do balde que não está furado, que está com uma tampa cortada. Feche bem o balde de cima com a tampa inteira.
Faça o mesmo procedimento com os outros baldes furados (sem as minhocas), quando um estiver cheio, coloque em cima dos outro e tampe. As minhocas irão terminar o trabalho no balde de baixo e em seguida subirão em direção aos os vegetais frescos do novo balde.

A função do balde de baixo é justamente de recolher o chorume, aquele líquido que solta dos orgânicos, que é riquíssimo. Pra usar na horta a gente dilui uma parte em dez de água, pra molhar o solo. Há quem use como inseticida natural, aspergindo nas folhas, dessa forma não testei ainda.
O húmus de minhoca, que é a parte sólida, estará pronto quando estiver pretinho, com cheiro bom de terra. Ele é bem forte também, e não deve ser usado sozinho para o plantio, mas como um complemento no preparo da terra.

Umas considerações:
– Se tiver funcionando bem o sistema, não haverá cheiro ruim.
– Minhoca não gosta de coisa ácida e salgada. Não coloque cascas de frutas cítricas, saladas temperadas com vinagre e comidas cozidas e salgadas.
– Minhoca não gosta de calor. Mantenha o minhocário num lugar abrigado do sol e da chuva. O meu está no rancho das ferramentas de horta.
-Minhoca gosta de umidade, mas não gosta de nadar. Se ver que o composto está muito seco, dá pra adicionar um pouco de água no balde de cima. Precisa um pouco de feeling, e observar o sistema pra ver se as minhocas estão se virando bem.

Bom, essa é a minha experiência, que ainda não é muito grande. Se tiver algum erro de conceito, alguma sugestão, por favor, entre em contato.

Próximo passo agora é deixar a horta linda. Porque produzir o próprio alimento é um ato de amor, e também um ato econômico e político. Pense nisso. Divida suas experiências.

Há braços.
Cris.

À procura do terreno perfeito – ou sobre como o não-imediatismo nos faz bem.

Já faz um bom tempo que estamos com o grupo de pé e na busca do sítio para começarmos a realizar nosso sonho. Mais de um ano já. Algumas famílias entraram no grupo, outras saíram, planejamos coisas, replanejamos, desplanejamos, alguns rumos foram desviados, outros foram ainda mais focados. Um grupo de amigos.

556x286xbest_friends1-1024x528.jpg.pagespeed.ic.ZaPUMlqlSk Muitas pessoas, muitos planos de vida diferentes, valores diferentes, prioridades, gênios, egos. É uma arte criar e manter um grupo firme num propósito gigante assim, que mexe com os planos de todos a longo, longuíssimo praso. Sim, queremos um lugar comum para fincar bandeira, para construirmos nossos lares, plantar nossas árvores, ver nossas familias crescerem.

Apesar de uns tropeços, estamos firmes no propósito. Talvez com não tanto afinco quanto gostaríamos, mas aos poucos vamos amadurecendo as ideias, os planos, e a nós mesmos, para quando as coisas acontecerem, sabermos exatamente o que queremos. Porque saber o que se quer do futuro leva tempo, mas até que não é tão complicado definir. Agora, quando os teus sonhos cruzam com os sonhos de outras pessoas, familias que ainda não conhecemos direito, indivíduos com quem não sabemos como lidar, é muito mais difícil. Achar um meio termo nas discussões, saber de quê vale a pena abrir mão em função do outro, e em quê vale a pena bater o pé, é uma tarefa difícil. São os teus ideais de vida. E do outro lado dabalança são os vizinhos que tu estás tendo a possibilidade de escolher, as pessoas que estarão por perto durante muitos anos.

Os planos algumas vezes são diferentes, e as ideias de cada um vêm prontas já, porque estão há muito tempo sendo construídas em cada imaginário. E como juntar todos esses anseios? sem ferir ninguém, sem deixar de lado o que é importante pro outro em detrimento do que é importante pra ti. Deixar o ego de lado e trabalhar pensando no grupo é difícil sim.

Bom, ainda não descobrimos direitinho como fazer isso. Mas as pessoas desse grupo são raras, e aos poucos vamos aprendendo a lidar com essas coisas tão delicadas. Com carinho, respeito, paciência. 

A compra do terreno está demorando um pouco mais do que imaginávamos. Mas ele será perfeito quando chegar pra nós. E enquanto isso, vamos amadurecendo. Tudo a seu tempo. E sorte pra nós.

luck_enchanted_by_blackjack0919-d54jdzu

Aulas na UFSC, e a flor da permacultura

Já faz um tempo que eu soube que na UFSC há uma disciplina optativa de Introdução à Permacultura. Esse tema já busco há uns anos, e agora, com o projeto do sítio coletivo, acredito que será bem interessante aprofundar meus conhecimentos. Será um ganho pro nosso grupo e um ganho pra minha vida também.

Bom, me inscrevi para fazer essa disciplina. Não havia vaga, mas fui instruída pelo próprio professor a ir nas primeiras aulas.

Não é uma simples disciplina optativa da universidade, é uma filosofia de vida, de verdade. Mesmo eu já tendo algum conhecimento do assunto, pude perceber que ao se aprofundar mais na área, as pessoas acabam encontrando parceiros, que se tornam grandes amigos, e o movimento acaba virando uma enorme fraternidade. É lindo de se ver.

Apesar de serem quatro aulas seguidas, a tarde não foi nada cansativa. E divido aqui uma espécie de fluxograma, que explica bem os princípios que são buscados: A flor da permacultura.

A jornada da Permacultura se inicia a partir das éticas e dos princípios de design, e percorre os domínios fundamentais necessários para a criação de uma cultura de sustentabilidade. O caminho evolucionário em espiral reúne todos estes campos de domínio, iniciando por um nível pessoal e local e evoluindo para um nível coletivo e global.

flor da permacultura

Manejo da Terra e da Natureza

  • Jardinagem Bio-intensiva
  • Jardinagem Florestal
  • Banco de Sementes
  • Agricultura Orgânica
  • Biodinâmica
  • Plantio Natural
  • Planejamento solar passivo
  • Linha chave para coleta de água
  • Manejo Holístico de Campos
  • Plantio em Seqüencia Natural
  • Agrofloresta
  • Floresta baseada na natureza
  • Aquacultura Integrada
  • Colheita e caça selvagem
  • Recoletando

Espaço Construído

  • Construção com material natural
  • Coleta e Reuso da Água
  • Bioarquitetura
  • Construções de abrigos na terra
  • Construções resistentes a desastres naturais
  • Construção pelo proprietário
  • Linguagem dos Padrões

Ferramentas e Tecnologias

  • Reuso e Reciclagem criativa
  • Ferramentas Manuais
  • Bicicletas e bicicletas elétricas
  • Fogão de lenha eficiente e de baixa poluição
  • Combustíveis de restos orgânicos
  • Gaseificação de madeira
  • Bio-char de reflorestamento
  • Co-geração
  • Micro-hydro & Vento em pequena escala
  • Cerca elétrica de geração de energia renovável
  • Armazenagem de energia
  • Engenharia de Transição

Cultura e Educação

  • Educação em Casa
  • Educação Waldorf
  • Arte e Música participativa
  • Ecologia social
  • Pesquisa Ação
  • Cultura de transição

Saúde e Bem-Estar Espiritual

  • Parto em casa e Aleitamento materno
  • Medicina Complementar e Holística
  • Yoga, Tai Chi, Capoeira e outras disciplinas de corpo/mente/espírito
  • Espírito do lugar, renascimento cultural indígena
  • Morte Digna

Economia e Finanças

  • Moeda local e regional
  • Rodovias específicas para carros cheios, Carona & Compartilhar o carro
  • Investimento Ético & Comércio Justo
  • WWOOFing & Redes similares
  • Mercados de Produtores & Agricultura Apoiada na Comunidade (AAC) 
  • Cotas de Energia Cambiável
  • Análise dos Ciclos da Vida & Contabilidade Emergética

Posse da Terra e Governo Comunitário

  • Cooperativas e Associações comunitárias
  • Ecovilas e Co-habitações
  • Tecnologia para espaço aberto e Tomada de Decisão por Consenso
  • Título Nativo e Direito tradicional de uso

Bonito, né? Parece utópico, mas é possível sim. Há muita gente no mundo vivendo plenamente de acordo com esses princípios. Sim, é preciso abrir mão de muita coisa, de muitos padrões impostos pela sociedade, que tomamos até então como leis. É preciso uma revolução. E uma revolução começa pequena, de pontinhas de incomodação que aparecem dentro da gente, e que aos poucos não conseguimos mais deixar caladas.

O Arthur Nanni, “organizador” da disciplina (porque é uma troca de conceitos e de vivências, não uma aula, como ele mesmo fala) está conseguindo abrir espaço para uma disciplina fundamentalmente holística na universidade,  “solo sagrado” da ciência. Além dessa disciplina ministrada (que agora está no seu quarto semestre de existência) acaba de nascer o Núcleo de Estudos em Permacultura que poderá, entre outras coisas organizar cursos na UFSC sobre o assunto, e ser um porto para quem se interessa pelo tema, e muitas vezes não sabe pra onde correr. Mas, claro, se a revolução está acontecendo é porque há muita gente precisando dela. Com essas bases formadas, com esse refúgio que surge na universidade, as pessoas se encontram, e conseguimos perceber como é grande o número de incomodados com os padrões vigentes na sociedade! E a permacultura vai crescendo na UFSC!

Bom, como a procura pela disciplina foi grande (mérito da permacultura!), acabei não conseguindo a vaga. Uma pena, mesmo. Mas as duas aulas que presenciei foram fantásticas! Só com elas já consegui aprender muito, e repensar várias coisas. No próximo semestre tento de novo.

E vamos, devagar, estudando mais a fundo cada tópico apresentado da Flor da permacultura, porque há muito assunto dentro dela, e tantos outros assuntos pertinentes. Há muito material bom na internet sobre isso, pronto para ser aprendido, apreendido e disseminado. E se bobear, muita gente por perto que pode te passar muita coisa boa também. É só ficar atento.

Um abraço aos permacultores, aspirantes, e pessoas com pontinhas de incomodação. Até breve.

Referências:

Permacultura na UFSC

Permacoletivo

Sítio Coletivo propagando ideias

Olá! Sejam muito bem-vindos ao blog do Sítio Coletivo. A ideia aqui é documentar e disponibilizar para o mundo o relato da jornada de um humilde grupo de amigos na odisséia rumo à realização do sonho de ter seu cantinho no mundo, um lar pra chamar de seu. Para levar uma vida simples, com o pé na terra, com amor à natureza, com a consciência tranquila. Lugar pra se ficar velhinho, ver as crianças crescendo comendo fruta no pé.

Esse caminho não será fácil. Mas enriquecedor, recompensador, sim. O sentimento que vem no peito é de um dever a ser cumprido, algo que, se finalizado, será como uma dívida paga com a Terra.

Bom, além dos relatos do desenvolvimento do sítio, queremos aproveitar o espaço para dividir boas ideias.

E por hora é isso.

Streaming-Sunbeams
O primeiro passo foi dado. Boa caminhada para todos nós!